Mioma Uterino
Também conhecida como: mioma uterino, mioma, fibroma uterino, leiomioma, miomatose uterina
Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026
Exames que investigam
O médico define quais são necessários no seu caso.
O mioma uterino é um dos achados ginecológicos mais comuns e, apesar de o nome "tumor" assustar, é importante saber desde já: trata-se de uma lesão benigna. A seguir, explicamos de forma acolhedora o que é, quais os sintomas e como o diagnóstico é feito.
Em resumo
- O mioma é um tumor benigno do músculo do útero — não é câncer.
- É muito comum em mulheres em idade fértil.
- Muitos miomas não causam sintomas e são descobertos por acaso.
- Quando há sintomas, o mais comum é sangramento menstrual aumentado.
- O ultrassom pélvico e transvaginal ajuda a investigar.
- Acompanhar, medicar ou operar é uma decisão do médico, caso a caso.
O que é o mioma uterino
O mioma uterino, também chamado de leiomioma ou fibroma uterino, é um crescimento benigno formado a partir das células do músculo da parede do útero. Ele pode ser único ou múltiplo, pequeno como uma ervilha ou maior, e pode aparecer em diferentes partes do útero.
É uma condição bastante frequente em mulheres em idade reprodutiva. Na grande maioria dos casos, o mioma não se transforma em câncer e não aumenta de forma importante esse risco. Por isso, receber esse diagnóstico não deve ser motivo de pânico — muitas mulheres convivem bem com miomas por anos, muitas vezes sem sequer perceber que os têm.
Tipos (por localização)
Os miomas costumam ser classificados de acordo com onde estão na parede do útero, e essa localização ajuda a entender os possíveis sintomas:
- Submucoso: cresce para dentro da cavidade uterina, logo abaixo do revestimento interno (endométrio). Mesmo pequeno, pode causar sangramento aumentado e influenciar a fertilidade.
- Intramural: localizado dentro da parede muscular do útero. É o tipo mais comum e pode aumentar o volume do útero.
- Subseroso: cresce para fora, na superfície externa do útero. Pode gerar sensação de peso ou comprimir órgãos vizinhos, como a bexiga e o intestino.
O médico é quem identifica o tipo predominante e considera essa informação na hora de orientar a conduta.
Sintomas (e que muitos são assintomáticos)
Um ponto importante e tranquilizador: muitas mulheres com mioma não sentem nada. Nesses casos, o mioma é frequentemente descoberto durante um exame de rotina.
Quando os sintomas aparecem, podem incluir:
- Sangramento menstrual mais intenso ou mais prolongado que o habitual;
- Cólicas menstruais mais fortes;
- Dor ou sensação de peso na região pélvica;
- Aumento do volume da parte baixa do abdome;
- Sintomas urinários, como vontade frequente de urinar, quando o mioma comprime a bexiga;
- Desconforto intestinal ou prisão de ventre, por compressão do intestino;
- Cansaço relacionado a sangramentos mais intensos.
A intensidade dos sintomas depende muito do tamanho, do número e da localização dos miomas.
Causas e fatores de risco
As causas exatas do mioma ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que o seu crescimento está muito ligado aos hormônios femininos, especialmente o estrogênio e a progesterona. Isso explica por que os miomas tendem a crescer na idade reprodutiva e a diminuir após a menopausa.
Alguns fatores que podem aumentar a chance de ter miomas:
- Histórico familiar — ter mãe ou irmãs com mioma;
- Idade reprodutiva, período de maior atividade hormonal;
- Etnia — mulheres negras tendem a apresentar miomas com mais frequência e mais cedo;
- Primeira menstruação precoce;
- Fatores como obesidade e pressão alta, que podem estar associados.
Ter um ou mais desses fatores não significa que a mulher terá miomas — são apenas elementos que o médico considera na avaliação.
Como é feito o diagnóstico
A investigação começa na consulta, com a conversa sobre o histórico menstrual e os sintomas, seguida do exame ginecológico.
O principal exame para investigar os miomas é o ultrassom pélvico e transvaginal, disponível nas duas unidades da Imag (Vitória de Santo Antão e Igarassu). Ele ajuda a mostrar a presença, o tamanho, o número e a localização dos miomas, além de avaliar o útero e os ovários.
Em situações selecionadas — por exemplo, para planejar uma cirurgia ou detalhar miomas mais complexos — o médico pode solicitar uma ressonância magnética da pelve. A escolha dos exames e, principalmente, a interpretação dos resultados são sempre responsabilidade do médico, que analisa cada caso de forma individual.
Tratamento
Não existe um único tratamento para todos os casos. A conduta depende dos sintomas, do desejo de ter filhos, da idade e das características dos miomas. As possibilidades incluem:
- Acompanhamento (conduta expectante): quando o mioma é pequeno e não causa sintomas, muitas vezes basta observar com exames periódicos.
- Tratamento medicamentoso: para controlar sangramento e sintomas.
- Cirurgia ou outros procedimentos: indicados em casos selecionados, com técnicas que preservam o útero ou, quando necessário, o retiram.
A definição do melhor caminho é sempre do médico, junto com a paciente. Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta.
Mioma e gravidez
Muitas mulheres com mioma engravidam e têm gestações saudáveis. Em algumas situações, dependendo do tamanho e da localização (especialmente miomas submucosos), o mioma pode dificultar a gravidez ou exigir acompanhamento mais próximo durante a gestação. Se você tem mioma e deseja engravidar, ou já está grávida, converse com seu médico: ele poderá orientar o melhor acompanhamento para o seu caso.
Quando procurar o médico
Procure avaliação médica se você notar sangramento menstrual muito intenso ou prolongado, cólicas fortes, dor ou peso na pélvis, aumento do volume abdominal, sintomas urinários ou dificuldade para engravidar. Também vale manter as consultas ginecológicas de rotina, pois é nelas que muitos miomas assintomáticos são identificados precocemente. Diante de qualquer sintoma que a preocupe, o mais seguro é buscar orientação profissional.
Perguntas frequentes
Mioma é câncer?
Não. O mioma uterino é um tumor benigno do músculo do útero e, na grande maioria dos casos, não se transforma em câncer nem aumenta esse risco de forma importante. Ainda assim, todo achado deve ser avaliado e acompanhado pelo médico.
Que exame detecta o mioma?
O principal exame para investigar miomas é o ultrassom pélvico e transvaginal, que mostra presença, tamanho, número e localização. Em casos selecionados, o médico pode solicitar uma ressonância magnética da pelve. A interpretação é sempre do médico.
Todo mioma precisa operar?
Não. Muitos miomas são pequenos, não causam sintomas e podem apenas ser acompanhados. Quando há tratamento, ele pode ser medicamentoso ou cirúrgico. A decisão é individual e cabe ao médico, considerando sintomas, idade e planos de gravidez.
Mioma sempre dá sintomas?
Não. Muitas mulheres têm mioma e não sentem nada — o diagnóstico costuma ser feito por acaso em um exame de rotina. Quando há sintomas, os mais comuns são sangramento menstrual aumentado, cólicas e peso na pélvis.
Preciso estar menstruada para fazer o ultrassom?
Em geral, não é necessário estar menstruada. O médico ou o serviço podem orientar o melhor momento do ciclo e o preparo para o ultrassom pélvico ou transvaginal. Na Imag, você recebe as orientações ao agendar seu exame.
Mioma pode atrapalhar a gravidez?
Muitas mulheres com mioma engravidam sem problemas. Em alguns casos, dependendo do tamanho e da localização, o mioma pode dificultar a gravidez ou exigir acompanhamento mais próximo. Converse com seu médico se deseja engravidar ou já está grávida.
Seu médico pediu um exame? Agende na unidade mais perto de você.
Agendar pelo WhatsAppConteúdo informativo. Não substitui consulta médica.