Hipertensão Arterial (pressão alta)
Também conhecida como: hipertensão arterial, pressão alta, hipertensão, hipertensão arterial sistêmica, HAS
Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026
Exames que investigam
O médico define quais são necessários no seu caso.
Em resumo
A hipertensão arterial, ou pressão alta, é a pressão do sangue cronicamente elevada dentro das artérias. Na maioria das vezes ela é silenciosa: não dá sintomas e só é descoberta ao medir a pressão. Uma referência geral bastante usada é pressão a partir de 140/90 mmHg em medidas repetidas, mas quem confirma o diagnóstico e define os valores é sempre o médico. Além de medir a pressão, exames como eletrocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas e exames de sangue e urina ajudam a investigar como os órgãos-alvo estão. Sinais de crise (dor de cabeça intensa, dor no peito, falta de ar ou alteração visual) pedem atendimento de urgência.
O que é a hipertensão
A cada batimento, o coração bombeia sangue para dentro das artérias, e esse sangue exerce uma pressão sobre as paredes dos vasos. Quando essa pressão se mantém alta ao longo do tempo, falamos em hipertensão arterial.
A pressão é registrada por dois números — por exemplo, 120/80 mmHg. O primeiro (sistólica) é a pressão quando o coração se contrai; o segundo (diastólica) é a pressão quando o coração relaxa entre os batimentos. Como referência geral, costuma-se considerar elevada a pressão a partir de 140/90 mmHg em medidas repetidas, mas a classificação e o diagnóstico dependem da avaliação médica, do histórico e de várias medições.
A hipertensão é uma condição crônica e muito comum, que na maioria das vezes não tem uma causa única identificável. Ela pode ser controlada com acompanhamento adequado.
Por que é silenciosa (sintomas e sinais de crise)
O ponto mais importante sobre a pressão alta é que ela costuma ser silenciosa. Muitas pessoas convivem com a hipertensão por anos sem sentir absolutamente nada — e é justamente por isso que ela é chamada de inimiga silenciosa. A ausência de sintomas não significa que a pressão está sob controle.
Quando surgem, os sintomas são inespecíficos e podem incluir:
- Dor de cabeça, tontura ou sensação de cabeça pesada
- Cansaço fácil ou falta de ar aos esforços
- Palpitações ou sensação de coração acelerado
- Zumbido no ouvido ou visão embaçada
Como esses sinais são vagos e nem sempre aparecem, a única forma segura de saber se a pressão está alta é medindo-a periodicamente.
Atenção aos sinais de crise hipertensiva. Procure atendimento de urgência se houver:
- Dor de cabeça muito intensa e súbita
- Dor no peito ou falta de ar importante
- Alteração visual (visão turva ou perda de visão)
- Fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou confusão mental
Esses sintomas podem indicar uma emergência e não devem ser deixados para depois.
Fatores de risco
Vários fatores aumentam a chance de desenvolver hipertensão. Alguns não podem ser mudados; outros dependem dos hábitos de vida:
- Idade: o risco aumenta com o passar dos anos
- Histórico familiar: ter pais ou irmãos com pressão alta
- Consumo elevado de sal (sódio) na alimentação
- Sedentarismo e falta de atividade física
- Excesso de peso e obesidade
- Consumo excessivo de álcool e tabagismo
- Estresse crônico e sono de má qualidade
Controlar os fatores modificáveis — alimentação, peso, atividade física, álcool e cigarro — é parte importante da prevenção e do tratamento, sempre com orientação profissional.
Complicações
Quando a pressão fica alta por muito tempo sem controle, ela sobrecarrega o coração e danifica lentamente os vasos e vários órgãos, os chamados órgãos-alvo:
- Coração: aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca e aumento do músculo cardíaco
- Cérebro: eleva o risco de AVC (derrame) e pode afetar a memória ao longo do tempo
- Rins: pode levar à perda progressiva da função renal
- Olhos: pode danificar os pequenos vasos da retina e comprometer a visão
A boa notícia é que o controle adequado da pressão reduz muito o risco dessas complicações — mais um motivo para o acompanhamento regular.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico não é feito com uma única medida. Ele depende da medição repetida da pressão, em diferentes dias e situações, feita e interpretada pelo médico. Muitas vezes o médico solicita a MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial), que mede a pressão ao longo de 24 horas durante as atividades do dia a dia e o sono, ajudando a confirmar o diagnóstico e a avaliar o padrão da pressão.
Para entender como a hipertensão pode estar afetando os órgãos-alvo, o médico também pode pedir exames complementares, como:
- Eletrocardiograma (ECG) — avalia o coração e possíveis sinais de sobrecarga
- Ultrassom Doppler de carótidas — avalia os vasos do pescoço que levam sangue ao cérebro
- Exames de sangue e urina — avaliam os rins, o metabolismo e fatores associados (como glicose e colesterol)
Esses exames ajudam a investigar e monitorar a condição, mas não substituem a avaliação clínica. A leitura dos resultados e a decisão sobre o diagnóstico e o tratamento são sempre do médico.
Na Imag, nas unidades de Vitória de Santo Antão e Igarassu, estão disponíveis exames que apoiam essa investigação, como eletrocardiograma, MAPA/Holter, ultrassom Doppler de carótidas e exames laboratoriais, sempre a partir da solicitação do seu médico.
Tratamento
O tratamento da hipertensão é definido pelo médico e costuma combinar duas frentes:
- Mudanças no estilo de vida: reduzir o sal, alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, moderação no álcool, parar de fumar e cuidar do sono e do estresse
- Medicação: quando indicada, o médico prescreve e ajusta os remédios de acordo com cada pessoa
Um ponto essencial: o tratamento não deve ser interrompido por conta própria, mesmo quando a pressão normaliza e a pessoa se sente bem. Como a hipertensão costuma ser silenciosa, sentir-se bem não significa que a pressão está controlada — só a medição confirma. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento ao longo do tempo.
Quando procurar atendimento de urgência
Procure atendimento de urgência imediatamente se você ou alguém próximo apresentar, especialmente com a pressão muito elevada:
- Dor no peito ou falta de ar importante
- Dor de cabeça muito intensa e súbita
- Alteração visual repentina
- Fraqueza, dormência no rosto ou no corpo, dificuldade para falar ou confusão (possíveis sinais de AVC)
Esses sinais podem indicar uma crise hipertensiva ou uma emergência cardiovascular e precisam de avaliação médica imediata. Na dúvida, não espere: busque o serviço de emergência mais próximo.
Perguntas frequentes
A pressão alta dá sintomas?
Na maioria das vezes, não. A hipertensão costuma ser silenciosa e pode existir por anos sem causar qualquer sintoma. Quando aparecem, sinais como dor de cabeça, tontura ou cansaço são inespecíficos. Por isso, a única forma segura de saber é medindo a pressão periodicamente.
Que exames a hipertensão pede?
O principal é a medição repetida da pressão, muitas vezes complementada pela MAPA (monitorização de 24 horas). Para avaliar os órgãos-alvo, o médico pode solicitar eletrocardiograma (coração), ultrassom Doppler de carótidas (vasos do pescoço) e exames de sangue e urina (rins e metabolismo). Quem define quais exames são necessários é o médico.
A partir de que valor a pressão é considerada alta?
Uma referência geral bastante usada é pressão a partir de 140/90 mmHg em medidas repetidas. Porém, esse valor é apenas uma orientação: o diagnóstico depende de várias medições em dias diferentes e da avaliação do médico, que considera seu histórico e outros fatores.
Hipertensão tem cura?
Na maioria dos casos, a hipertensão não tem cura, mas tem controle. Com hábitos saudáveis e, quando necessário, medicação prescrita pelo médico, a pressão pode ser mantida em níveis adequados e o risco de complicações diminui bastante. O tratamento e eventuais mudanças são sempre definidos pelo médico.
Posso parar o remédio quando a pressão normalizar?
Não pare por conta própria. A pressão pode normalizar justamente porque o medicamento está agindo. Como a hipertensão costuma ser silenciosa, sentir-se bem não significa que ela está controlada. Qualquer mudança ou suspensão do tratamento deve ser decidida pelo seu médico.
Quando a pressão alta é uma emergência?
Procure atendimento de urgência se houver dor no peito, falta de ar importante, dor de cabeça muito intensa e súbita, alteração visual repentina ou sinais como fraqueza, dificuldade para falar e confusão. Esses sintomas podem indicar uma crise hipertensiva ou uma emergência cardiovascular e precisam de avaliação imediata.
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