Disfunção Temporomandibular (DTM)
Também conhecida como: disfunção temporomandibular, DTM, distúrbio da ATM, dor na ATM, distúrbio temporomandibular, síndrome da ATM
Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026
Exames que investigam
O médico define quais são necessários no seu caso.
Em resumo
A disfunção temporomandibular (DTM) é um conjunto de problemas que afetam a articulação da mandíbula — a articulação temporomandibular (ATM) — e os músculos usados para mastigar. Os sinais mais comuns são dor na face ou na mandíbula, estalidos e travamento ao abrir e fechar a boca, além de dores de cabeça. O diagnóstico é clínico, feito pelo dentista ou pelo cirurgião bucomaxilofacial. Quando indicada, a ressonância magnética das ATM ajuda a investigar o disco articular. Na Imag, esse exame é realizado apenas na unidade de Vitória de Santo Antão.
O que é a disfunção temporomandibular
A articulação temporomandibular é a estrutura que conecta a mandíbula ao osso do crânio, logo à frente dos ouvidos. É uma das articulações mais usadas do corpo: trabalha ao falar, mastigar, bocejar e engolir. Entre a mandíbula e o crânio existe um disco articular, uma pequena estrutura que funciona como amortecedor e permite os movimentos suaves da boca.
A DTM acontece quando essa articulação, os músculos da mastigação ou o disco articular passam a funcionar de forma inadequada. O termo reúne diferentes situações — desde tensão muscular até alterações do próprio disco ou da articulação. Por isso, cada pessoa pode apresentar um conjunto diferente de sintomas.
A DTM é uma queixa frequente e, na maior parte dos casos, tem caráter benigno e pode ser controlada com acompanhamento adequado. Ela pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em adultos jovens.
Sintomas
Os sintomas da DTM variam de pessoa para pessoa e podem ser leves ou mais intensos. Entre os mais comuns estão:
- Dor na face, na mandíbula ou perto do ouvido, que pode piorar ao mastigar
- Estalido ou ruído ao abrir e fechar a boca
- Travamento ou sensação de mandíbula presa
- Dificuldade para mastigar ou desconforto ao abrir bem a boca
- Dor de cabeça, muitas vezes na região das têmporas
- Sensação de pressão ou dor nos ouvidos, sem sinal de infecção
- Tensão ou cansaço nos músculos do rosto, principalmente ao acordar
É importante lembrar que a presença de um estalido isolado, sem dor ou limitação, nem sempre significa uma doença. A avaliação profissional é o que define se há, de fato, uma disfunção que precisa de tratamento.
Causas e fatores de risco
Na maioria das vezes, a DTM tem origem multifatorial — ou seja, resulta da combinação de vários fatores, e nem sempre é possível identificar uma única causa. Entre os principais estão:
- Bruxismo: o hábito de ranger ou apertar os dentes, que muitas vezes ocorre durante o sono, sobrecarrega a articulação e os músculos.
- Estresse e ansiedade: estados de tensão emocional levam a apertar a mandíbula e contrair os músculos do rosto, aumentando a sobrecarga.
- Má oclusão: quando os dentes não se encaixam de forma adequada, os movimentos da mandíbula podem ficar prejudicados.
- Trauma: pancadas na face, na mandíbula ou na articulação podem desencadear ou agravar a DTM.
- Hábitos do dia a dia: mascar chiclete em excesso, roer unhas, apoiar o rosto na mão ou morder objetos.
- Alterações da articulação: artrite e outros processos degenerativos podem afetar a ATM.
O bruxismo e o estresse merecem destaque, pois estão entre os fatores mais frequentemente associados à DTM e costumam ser abordados diretamente no tratamento.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da DTM é, antes de tudo, clínico. O dentista ou o cirurgião bucomaxilofacial avalia a mandíbula, os músculos da mastigação, os movimentos de abertura e fechamento da boca, a presença de estalidos e o histórico dos sintomas. Muitas vezes, essa avaliação já é suficiente para orientar o tratamento.
Em casos selecionados, quando há suspeita de alteração no disco articular ou nas estruturas da articulação, o profissional pode solicitar exames de imagem. A ressonância magnética das ATM é o exame que melhor avalia o disco articular e os tecidos moles da articulação, ajudando a investigar como o disco se posiciona durante os movimentos da boca.
Na Imag, a ressonância magnética das ATM é realizada apenas na unidade de Vitória de Santo Antão — a unidade de Igarassu não dispõe de ressonância magnética. O exame é indicado e interpretado sempre em conjunto com o quadro clínico: as imagens apoiam a decisão do profissional, mas não substituem a avaliação do dentista ou do médico.
Tratamento
O tratamento da DTM é definido pelo dentista ou pelo médico, de acordo com a causa e a intensidade dos sintomas de cada pessoa. Costuma combinar diferentes abordagens e, na maioria dos casos, tem foco no controle da dor e na melhora da função da mandíbula. Entre as opções mais comuns estão:
- Placa oclusal: dispositivo feito sob medida, usado especialmente à noite, que ajuda a proteger os dentes e a aliviar a sobrecarga da articulação, sobretudo em quem tem bruxismo.
- Fisioterapia: exercícios e técnicas que ajudam a relaxar e fortalecer os músculos da mastigação e a melhorar a mobilidade da mandíbula.
- Controle do bruxismo e do estresse: estratégias de manejo da ansiedade, relaxamento e mudança de hábitos, que reduzem a tensão sobre a articulação.
- Medicação: em alguns casos, o profissional pode prescrever medicamentos para aliviar a dor ou a inflamação, sempre com orientação individual.
O objetivo, na maioria das vezes, é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O plano de tratamento é individual e deve ser acompanhado pelo profissional, que pode ajustá-lo ao longo do tempo.
Quando procurar o médico ou dentista
Procure um dentista ou médico se você tiver dor persistente na mandíbula ou na face, dificuldade ou dor para mastigar, travamento ao abrir ou fechar a boca, ou estalidos acompanhados de dor. Também vale buscar avaliação em caso de dores de cabeça frequentes associadas à tensão na mandíbula ou de desgaste dos dentes que possa indicar bruxismo.
Quanto mais cedo a DTM é avaliada, mais fácil costuma ser o controle dos sintomas. Apenas um profissional pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado — este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta.
Perguntas frequentes
Que exame avalia a ATM?
A avaliação da ATM começa pelo exame clínico, feito pelo dentista ou cirurgião bucomaxilofacial. Quando é preciso investigar o disco articular e os tecidos moles da articulação, o exame mais indicado é a ressonância magnética das ATM. Na Imag, esse exame é realizado apenas na unidade de Vitória de Santo Antão.
DTM tem a ver com bruxismo?
Sim, existe uma associação frequente. O bruxismo — ranger ou apertar os dentes, muitas vezes durante o sono — sobrecarrega a articulação e os músculos da mastigação, sendo um dos fatores mais comuns ligados à DTM. Nem todo mundo com bruxismo desenvolve DTM, e a avaliação do profissional define a relação em cada caso.
Preciso de ressonância para investigar a DTM?
Nem sempre. O diagnóstico da DTM é principalmente clínico, e muitos casos são conduzidos apenas com a avaliação do dentista. A ressonância magnética das ATM é reservada a casos selecionados, quando o profissional suspeita de alteração no disco articular. Na Imag, a ressonância é realizada apenas na unidade de Vitória de Santo Antão.
O estalido na mandíbula é sempre sinal de DTM?
Não necessariamente. Estalidos isolados, sem dor ou limitação de movimento, podem não representar uma doença. Quando o estalido vem acompanhado de dor, travamento ou dificuldade para mastigar, é recomendável procurar avaliação profissional para verificar se há uma disfunção que precisa de tratamento.
A DTM tem cura?
A DTM costuma ter caráter benigno e, na maioria dos casos, os sintomas podem ser bem controlados com acompanhamento adequado. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e melhorar a função da mandíbula. O prognóstico é individual e deve ser avaliado pelo dentista ou médico, que definirá a melhor conduta para cada pessoa.
Qual profissional trata a disfunção temporomandibular?
A DTM costuma ser avaliada e tratada pelo dentista, em especial o especialista em DTM e dor orofacial, ou pelo cirurgião bucomaxilofacial. Em alguns casos, o acompanhamento pode envolver outros profissionais, como fisioterapeutas. O diagnóstico e o tratamento são sempre definidos por esses profissionais.
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