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Diabetes (diabetes mellitus)

Também conhecida como: diabetes, diabetes mellitus, diabetes tipo 2, açúcar alto no sangue

Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026

Em resumo

O diabetes mellitus é uma condição crônica marcada por níveis elevados de glicose (açúcar) no sangue. Ele costuma ser investigado por exames laboratoriais simples, como a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada (HbA1c). O tipo 2, o mais comum, muitas vezes é silencioso e pode passar despercebido por anos. Por isso, exames de rotina são importantes. O diagnóstico e o tratamento são sempre definidos pelo médico.

O que é o diabetes

O diabetes acontece quando o corpo tem dificuldade de controlar a glicose no sangue. A insulina é o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células para gerar energia. Quando falta insulina ou quando ela não funciona bem (a chamada resistência à insulina), o açúcar se acumula na corrente sanguínea.

Com o passar do tempo, níveis altos de glicose podem afetar vasos e nervos, aumentando o risco de complicações. A boa notícia é que, com acompanhamento adequado, é possível controlar a doença e reduzir esses riscos.

Tipos de diabetes

  • Tipo 1: de origem autoimune, ocorre quando o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina. Costuma surgir na infância ou na juventude e exige uso de insulina.
  • Tipo 2: o mais comum, relacionado principalmente à resistência à insulina. Está associado a fatores como excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar. Pode ser silencioso por muito tempo.
  • Gestacional: surge durante a gravidez em mulheres que não tinham diabetes antes. Requer acompanhamento cuidadoso, pois envolve a saúde da mãe e do bebê.

Sintomas

Os sintomas podem incluir:

  • Sede excessiva e boca seca
  • Vontade de urinar com frequência
  • Fome aumentada
  • Perda de peso sem explicação
  • Cansaço e fraqueza
  • Visão embaçada
  • Feridas que demoram a cicatrizar

É importante lembrar que, no diabetes tipo 2, muitas pessoas não apresentam sintomas no início. Por isso, o diagnóstico pode acontecer em exames de rotina, antes mesmo de qualquer sinal.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver diabetes tipo 2:

  • Excesso de peso ou obesidade
  • Sedentarismo
  • Histórico familiar de diabetes
  • Idade mais avançada
  • Pressão alta e alterações no colesterol
  • Diabetes gestacional em gestação anterior

No diabetes tipo 1, o principal mecanismo é autoimune, e não está ligado a hábitos de vida.

Como é feito o diagnóstico

O diabetes é investigado por exames laboratoriais. Os principais são:

  • Glicemia de jejum: mede a glicose no sangue após algumas horas sem comer. Valores a partir de 126 mg/dL, confirmados em dois exames, apontam para diabetes.
  • Hemoglobina glicada (HbA1c): reflete a média da glicose dos últimos 2 a 3 meses. Valores iguais ou acima de 6,5% são compatíveis com diabetes.
  • Teste de tolerância à glicose (TTG): avalia como o corpo lida com a glicose após a ingestão de uma solução açucarada.

Esses critérios seguem diretrizes médicas atuais e os valores de referência podem variar conforme o laboratório. A leitura dos resultados e a confirmação do diagnóstico são sempre do médico.

Pré-diabetes

O pré-diabetes é uma fase em que a glicose está mais alta que o normal, mas ainda não atinge os critérios de diabetes. É um importante sinal de alerta: com mudanças de hábitos e acompanhamento, muitas vezes é possível evitar ou adiar a evolução para o diabetes tipo 2. O médico é quem indica como monitorar e o que fazer nessa etapa.

Complicações e a importância do controle

Quando o diabetes não é bem controlado ao longo do tempo, os níveis elevados de glicose podem afetar:

  • Rins
  • Olhos (visão)
  • Nervos (formigamentos e perda de sensibilidade)
  • Coração e vasos

Por isso, o acompanhamento regular e a realização dos exames indicados ajudam a monitorar a doença e a reduzir o risco dessas complicações.

Tratamento

O tratamento do diabetes é individualizado e definido pelo médico. Em geral, combina:

  • Hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso e do sono.
  • Medicação ou insulina: quando indicadas, ajudam a manter a glicose sob controle. O tipo 1 costuma exigir insulina; o tipo 2 pode envolver medicamentos e, em alguns casos, insulina.

As escolhas de tratamento, doses e ajustes são sempre responsabilidade do médico que acompanha o caso.

Quando procurar o médico

Procure orientação médica se você tem fatores de risco, se percebe sintomas como sede e vontade de urinar em excesso, ou se seus exames de rotina mostraram alterações na glicose. O médico poderá solicitar os exames adequados, interpretar os resultados e orientar o melhor caminho para o seu caso.

Perguntas frequentes

Que exame detecta diabetes?

Os principais são a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada (HbA1c). Em alguns casos, o médico também pode solicitar o teste de tolerância à glicose (TTG). Esses exames ajudam a investigar e a acompanhar a doença, e a interpretação é sempre do médico.

Qual valor confirma o diabetes?

De forma geral, glicemia de jejum a partir de 126 mg/dL confirmada em dois exames, ou hemoglobina glicada (HbA1c) igual ou acima de 6,5%, apontam para diabetes, conforme diretrizes médicas. Os valores de referência podem variar por laboratório, e a confirmação é feita pelo médico.

Diabetes tem cura?

O diabetes é uma condição crônica que, na maioria dos casos, é controlada e não curada. Com hábitos saudáveis, acompanhamento e o tratamento indicado, é possível manter a glicose sob controle. A definição do tratamento é sempre do médico.

O diabetes tipo 2 dá sintomas?

Muitas vezes o diabetes tipo 2 é silencioso e pode não dar sintomas por anos. Quando surgem, podem incluir sede, vontade de urinar com frequência, cansaço e visão embaçada. Por isso, exames de rotina são importantes para investigar a doença mais cedo.

Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

O tipo 1 é autoimune, quando o corpo ataca as células que produzem insulina, e costuma surgir mais cedo na vida. O tipo 2, o mais comum, está ligado à resistência à insulina e a fatores como excesso de peso e sedentarismo. O médico avalia cada caso.

Preciso estar em jejum para fazer os exames?

A glicemia de jejum normalmente exige algumas horas sem comer, conforme a orientação do exame. Já a hemoglobina glicada geralmente não exige jejum. Na Imag, você recebe as orientações de preparo ao agendar. Siga sempre a recomendação do médico e do laboratório.

Seu médico pediu um exame? Agende na unidade mais perto de você.

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