Cálculo Renal (pedra nos rins)
Também conhecida como: cálculo renal, pedra nos rins, litíase urinária, cólica renal, nefrolitíase, urolitíase
Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026
Exames que investigam
O médico define quais são necessários no seu caso.
O cálculo renal, conhecido popularmente como pedra nos rins, é um problema comum e uma das causas mais frequentes de dor intensa e súbita. Entender os sintomas, os fatores de risco e como os exames ajudam na investigação pode tornar esse momento menos assustador. Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica.
Em resumo
- A cólica renal — dor intensa em cólica na lombar ou flanco, que pode irradiar para a virilha — é o sintoma mais típico da pedra nos rins.
- O ultrassom do aparelho urinário é o exame de imagem de 1ª linha, por ser seguro e não usar radiação.
- A tomografia é o exame mais sensível para detectar e detalhar cálculos; na Imag, está disponível apenas na unidade de Vitória de Santo Antão.
- Procure atendimento imediato diante de febre, vômitos persistentes, sangue na urina, dor incontrolável ou incapacidade de urinar.
- O diagnóstico e o tratamento são sempre definidos pelo médico.
O que é o cálculo renal
O cálculo renal é uma formação sólida que surge quando substâncias presentes na urina — como cálcio, oxalato e ácido úrico — se acumulam e se cristalizam. Essas pedras podem se formar dentro dos rins e, em alguns casos, migrar pelas vias urinárias, passando pelos ureteres em direção à bexiga.
O tamanho varia bastante: há cálculos pequenos, do tamanho de grãos de areia, que podem ser eliminados naturalmente, e outros maiores, que ficam retidos e obstruem a passagem da urina. Quando essa obstrução acontece, costuma surgir a cólica renal.
Sintomas (cólica renal) e sinais de alerta
O sintoma mais característico é a cólica renal: uma dor forte, em cólica, geralmente na região lombar ou no flanco, que pode irradiar para a virilha. A intensidade costuma variar em ondas. Outros sintomas frequentes incluem:
- Sangue na urina, que pode ficar rosada, avermelhada ou acastanhada;
- Náuseas e vômitos que acompanham a dor;
- Ardência ao urinar e vontade urgente e frequente de ir ao banheiro;
- Urina turva ou com odor mais forte.
Procure atendimento médico imediato se houver:
- Febre com calafrios (pode indicar infecção associada);
- Vômitos persistentes que impedem a hidratação;
- Dor incontrolável que não melhora;
- Incapacidade de urinar ou redução importante da urina.
Esses sinais podem indicar complicações que exigem avaliação rápida.
Causas e fatores de risco
A formação das pedras costuma envolver mais de um fator. Entre os principais estão:
- Baixa ingestão de água, que deixa a urina mais concentrada;
- Dieta rica em sal, proteína animal ou alimentos que favorecem certos tipos de cálculo;
- Histórico familiar ou pessoal de litíase urinária;
- Obesidade e alterações metabólicas;
- Condições de saúde específicas, como gota, hiperparatireoidismo e infecções urinárias de repetição;
- Clima quente e sudorese intensa, que reduzem o volume de urina.
Identificar quais fatores estão presentes ajuda o médico a orientar a prevenção de novos episódios.
Como é feito o diagnóstico
A investigação começa pela avaliação dos sintomas e do histórico, seguida de exames que ajudam a confirmar a presença, o tamanho e a localização das pedras:
- Ultrassom do aparelho urinário — exame de 1ª linha. Não usa radiação, é seguro e ajuda a identificar cálculos e sinais de obstrução. Na Imag, está disponível nas duas unidades (Vitória de Santo Antão e Igarassu).
- Tomografia — método mais sensível para detectar e detalhar cálculos, inclusive os pequenos. Na Imag, a tomografia é realizada apenas na unidade de Vitória de Santo Antão (a unidade de Igarassu não dispõe de tomografia).
- Raio-X de abdome — pode auxiliar na visualização de cálculos calcificados; disponível nas duas unidades.
- Exames de urina e de sangue — complementam a avaliação e ajudam a entender o tipo de cálculo.
A escolha dos exames e a interpretação dos resultados cabem ao médico, que considera o quadro completo de cada pessoa.
Tratamento
O tratamento é sempre individualizado e definido pelo médico. De forma geral, pode envolver:
- Hidratação adequada para favorecer a eliminação de cálculos pequenos;
- Analgesia e medicações para controlar a dor e os sintomas;
- Eliminação espontânea da pedra, quando ela é pequena o suficiente;
- Procedimentos específicos, indicados conforme o tamanho, a localização e as características do cálculo.
Este conteúdo não indica medicamentos nem doses. A conduta correta depende da avaliação médica.
Prevenção
Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de novos episódios, sempre com orientação profissional:
- Beber água ao longo do dia, mantendo a urina clara é uma das principais recomendações;
- Ajustar a dieta (reduzir sal e moderar alimentos indicados pelo médico ou nutricionista);
- Manter peso saudável e controlar condições associadas;
- Fazer acompanhamento quando já houve cálculos anteriores, para investigar a causa.
Quando procurar o médico
Procure avaliação médica sempre que tiver dor lombar intensa, sangue na urina ou sintomas urinários persistentes. Busque atendimento imediato diante de cólica que não passa, febre com calafrios, vômitos persistentes ou incapacidade de urinar — situações que podem indicar complicações. O diagnóstico e o tratamento do cálculo renal são responsabilidade do médico; os exames de imagem entram como ferramentas que ajudam a investigar e a acompanhar o problema.
Perguntas frequentes
Que exame detecta pedra nos rins?
O exame de imagem de 1ª linha é o ultrassom do aparelho urinário, que ajuda a identificar pedras e sinais de obstrução sem usar radiação. A tomografia é o método mais sensível para detectar e detalhar cálculos. O raio-X de abdome pode auxiliar em cálculos calcificados. A indicação e a leitura dos exames são do médico.
Ultrassom ou tomografia para pedra nos rins?
Em geral, o ultrassom é o exame inicial, por ser seguro e não usar radiação. A tomografia costuma ser indicada quando é preciso maior detalhamento, por ser mais sensível para localizar e caracterizar os cálculos. Na Imag, o ultrassom está disponível nas duas unidades e a tomografia apenas na unidade de Vitória de Santo Antão. Quem define o exame mais adequado é o médico.
A pedra nos rins sai sozinha?
Depende principalmente do tamanho e da localização do cálculo. Pedras pequenas podem ser eliminadas naturalmente com hidratação e controle dos sintomas, enquanto outras podem exigir procedimentos. Essa avaliação e a conduta são sempre definidas pelo médico.
A cólica renal é perigosa?
A cólica renal costuma ser muito dolorosa, mas o maior cuidado é com os sinais de alerta. Febre com calafrios, vômitos que impedem a hidratação, dor que não cede ou incapacidade de urinar exigem atendimento imediato, pois podem indicar complicações que precisam de avaliação médica urgente.
A Imag faz exames para investigar pedra nos rins?
Sim. Nas unidades de Vitória de Santo Antão e Igarassu, a Imag realiza ultrassom do aparelho urinário e raio-X de abdome. A tomografia está disponível apenas na unidade de Vitória de Santo Antão. A solicitação do exame deve partir do seu médico.
Preciso de preparo para o ultrassom do aparelho urinário?
Alguns exames de ultrassom do aparelho urinário pedem preparo, como estar com a bexiga cheia ou jejum, dependendo da avaliação solicitada. As orientações específicas são passadas no agendamento e podem variar conforme o pedido médico.
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