Bronquiolite
Também conhecida como: bronquiolite, bronquiolite viral, bronquiolite em bebê, VSR bronquiolite, bronquiolite aguda, infecção pelo vírus sincicial respiratório
Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026
Exames que investigam
O médico define quais são necessários no seu caso.
Em resumo
Procure atendimento de urgência imediatamente se o bebê apresentar qualquer sinal de dificuldade para respirar: respiração rápida ou ofegante, afundamento da pele entre as costelas (tiragem), batimento das asas do nariz, lábios ou pele arroxeados, recusa alimentar, sonolência excessiva, dificuldade para acordar ou pausas na respiração.
A bronquiolite é uma infecção viral muito comum em bebês, especialmente nos menores de 2 anos. Costuma começar como um resfriado e evoluir com tosse, chiado e respiração mais difícil. O diagnóstico é clínico, feito pelo pediatra, e o raio-X de tórax não é exame de rotina — ele é reservado a casos selecionados. O tratamento é de suporte, e a maioria das crianças melhora em casa com os cuidados certos.
O que é a bronquiolite
A bronquiolite é uma infecção que inflama os bronquíolos, os pequenos canais por onde o ar circula na parte mais baixa dos pulmões. Como esses canais são muito estreitos nos bebês, a inflamação e o excesso de secreção dificultam a passagem do ar, provocando chiado e uma respiração mais trabalhosa.
É uma das infecções respiratórias mais frequentes na primeira infância. Na maior parte dos casos, é uma doença de curso previsível: começa leve, como um resfriado, atinge o pico entre o terceiro e o quinto dia e vai melhorando aos poucos, embora a tosse possa durar algumas semanas.
Sintomas e sinais de alerta (dificuldade para respirar)
Nos primeiros dias, a bronquiolite se parece muito com um resfriado comum: coriza, nariz entupido, febre baixa e tosse. Com o passar dos dias, podem surgir o chiado no peito e uma respiração mais ruidosa.
O ponto mais importante para pais e cuidadores é reconhecer os sinais de que o bebê está com dificuldade para respirar. Diante de qualquer um deles, procure atendimento de urgência:
- Respiração rápida, curta ou ofegante, com o bebê parecendo cansado ao respirar
- Tiragem: a pele afunda entre as costelas, abaixo ou acima do peito a cada respiração
- Batimento das asas do nariz (as narinas abrem e fecham rapidamente)
- Lábios, língua ou pele com tom azulado ou arroxeado
- Recusa alimentar ou dificuldade para mamar, com menos fraldas molhadas que o habitual
- Sonolência excessiva, moleza ou dificuldade para acordar
- Pausas na respiração (o bebê parece parar de respirar por alguns segundos) — atenção redobrada em recém-nascidos e prematuros
Causas e como se transmite
A bronquiolite é sempre causada por vírus. O mais comum é o VSR (vírus sincicial respiratório), mas outros vírus respiratórios também podem provocá-la. Por ser viral, antibióticos não tratam a bronquiolite.
O contágio acontece de pessoa para pessoa, principalmente por gotículas liberadas na tosse e no espirro e pelo contato com mãos e superfícies contaminadas. Por isso, a doença circula com mais facilidade em ambientes fechados e cheios, e é comum que o bebê pegue o vírus de um irmão mais velho ou de um adulto que está apenas com um resfriado leve.
A bronquiolite é mais frequente nos meses de frio e chuva, quando os vírus respiratórios circulam com mais intensidade.
Quem tem mais risco
A maioria dos bebês com bronquiolite se recupera bem, mas alguns têm mais chance de apresentar casos mais intensos e precisam de atenção redobrada:
- Bebês com menos de 3 meses de idade
- Crianças que nasceram prematuras
- Bebês com doenças do coração ou dos pulmões de nascimento
- Crianças com imunidade reduzida
- Bebês expostos à fumaça de cigarro em casa
- Crianças que não foram amamentadas ou frequentam ambientes com muitas outras crianças
Se o seu bebê está em algum desses grupos, converse com o pediatra e fique ainda mais atento aos sinais de alerta.
Como é feito o diagnóstico (clínico)
O diagnóstico da bronquiolite é clínico: o pediatra conversa com a família, avalia os sintomas e examina o bebê, observando a respiração, o chiado e o estado geral. Na maior parte dos casos, não são necessários exames de sangue ou de imagem para confirmar a doença.
O raio-X de tórax não faz parte da rotina da bronquiolite. Ele fica reservado a casos selecionados — por exemplo, quando o quadro está diferente do esperado, quando há dúvida no diagnóstico ou quando o médico suspeita de uma complicação, como uma pneumonia associada. A decisão de pedir qualquer exame e a leitura dos resultados são sempre do médico que acompanha a criança.
Na Imag, realizamos raio-X de tórax nas duas unidades (Vitória de Santo Antão e Igarassu) quando o pediatra solicita. O laudo é feito por médico e enviado ao profissional que acompanha o seu filho.
Tratamento e cuidados em casa (suporte)
Na maioria dos casos, a bronquiolite é tratada em casa com medidas de suporte, que ajudam o bebê a se sentir melhor enquanto o corpo combate o vírus:
- Ofereça líquidos com frequência e mantenha a amamentação; bebês bem hidratados respiram melhor
- Faça a higiene do nariz com soro fisiológico para aliviar a obstrução, principalmente antes das mamadas e do sono
- Mantenha o ambiente arejado e livre de fumaça de cigarro
- Ofereça repouso e observe de perto a respiração e a aceitação alimentar
É importante saber que antibióticos não tratam a bronquiolite, porque a causa é viral. Xaropes e outros remédios só devem ser usados se forem indicados pelo pediatra. Em casos mais intensos, pode ser necessário atendimento hospitalar para receber oxigênio ou hidratação — quem define isso é sempre o médico.
Como prevenir
Algumas atitudes simples reduzem o risco de o bebê pegar os vírus que causam a bronquiolite:
- Lave bem as mãos com frequência, antes de pegar o bebê, e peça o mesmo a quem tem contato com ele
- Evite o contato do bebê com pessoas resfriadas ou gripadas
- Evite ambientes fechados e muito cheios, especialmente nos meses de maior circulação de vírus
- Mantenha a casa livre de fumaça de cigarro
- Sempre que possível, amamente — o leite materno ajuda a proteger o bebê contra infecções
- Mantenha as vacinas em dia e converse com o pediatra sobre medidas de proteção específicas para bebês de maior risco
Quando procurar atendimento de urgência
Procure atendimento de urgência imediatamente se o bebê apresentar qualquer um destes sinais:
- Dificuldade para respirar: respiração rápida, curta ou ofegante
- Tiragem (afundamento entre as costelas) ou batimento das asas do nariz
- Lábios, língua ou pele arroxeados
- Recusa alimentar ou sinais de desidratação (boca seca, menos fraldas molhadas, choro sem lágrimas)
- Sonolência excessiva, moleza ou dificuldade para acordar
- Pausas na respiração, especialmente em recém-nascidos e prematuros
Na dúvida, procure o pediatra ou um pronto-atendimento. Quando o assunto é a respiração de um bebê, é sempre melhor buscar ajuda cedo do que esperar.
Perguntas frequentes
Quando devo levar meu bebê ao pronto-socorro por bronquiolite?
Procure atendimento de urgência imediatamente se o bebê apresentar dificuldade para respirar — respiração rápida ou ofegante, afundamento da pele entre as costelas (tiragem), batimento das asas do nariz, lábios ou pele arroxeados, recusa alimentar, sonolência excessiva, dificuldade para acordar ou pausas na respiração. Diante de qualquer um desses sinais, não espere: busque um pronto-atendimento.
Bronquiolite precisa de raio-X?
Não como rotina. O diagnóstico da bronquiolite é clínico, feito pelo pediatra ao examinar o bebê. O raio-X de tórax é reservado a casos selecionados — quando há dúvida no diagnóstico ou suspeita de complicação, como pneumonia — e sempre a pedido do médico. Na Imag, realizamos raio-X de tórax nas duas unidades quando o pediatra solicita.
Antibiótico trata bronquiolite?
Não. A bronquiolite é causada por vírus, e antibióticos só agem contra bactérias. Por isso, eles não tratam a doença e só devem ser usados se o médico identificar uma infecção bacteriana associada. O tratamento da bronquiolite é de suporte: hidratação, higiene do nariz com soro fisiológico e repouso.
Qual é a diferença entre bronquiolite e bronquite?
São doenças diferentes. A bronquiolite atinge os bronquíolos (os canais mais finos do pulmão) e é típica de bebês, quase sempre por vírus. A bronquite acomete os brônquios, canais maiores, e é mais comum em crianças maiores e adultos. Quem faz essa distinção é o médico, ao avaliar a criança.
Quanto tempo dura a bronquiolite?
Na maioria dos casos, os sintomas mais intensos duram poucos dias, com pico entre o terceiro e o quinto dia, e vão melhorando aos poucos. A tosse, porém, pode persistir por algumas semanas mesmo com o bebê já se recuperando. Se os sintomas piorarem ou surgir dificuldade para respirar, procure atendimento.
Como cuidar do meu bebê com bronquiolite em casa?
Ofereça líquidos com frequência e mantenha a amamentação, faça a higiene do nariz com soro fisiológico (principalmente antes das mamadas e do sono), mantenha o ambiente arejado e sem fumaça de cigarro e garanta repouso. Observe de perto a respiração e a aceitação alimentar e, diante de qualquer sinal de alerta, procure atendimento de urgência. Só use medicamentos indicados pelo pediatra.
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