Imag Medicina Diagnóstica

Apendicite

Também conhecida como: apendicite, apendicite aguda, inflamação do apêndice

Por Redação Imag · atualizado em 10/08/2026

Exames que investigam

O médico define quais são necessários no seu caso.

Em resumo

Atenção: a apendicite é uma emergência médica. Se você sente uma dor abdominal forte e que vai piorando — especialmente se ela começou perto do umbigo e se deslocou para o lado direito inferior da barriga —, procure um pronto-socorro imediatamente. Não espere para ver se melhora.

A apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão ligado ao intestino. Os sinais mais comuns são dor que migra para o lado direito inferior, febre, náusea, vômito e perda de apetite. O diagnóstico começa com a avaliação clínica e o hemograma, apoiado por ultrassom de abdome (primeira linha) e, em casos selecionados, tomografia. O tratamento, definido pelo médico, é cirúrgico na maioria dos casos.

Nunca tome analgésicos, laxantes ou faça compressas por conta própria — isso pode mascarar os sintomas e atrasar o atendimento, aumentando o risco de o apêndice se romper.

O que é a apendicite

O apêndice é uma pequena estrutura em forma de tubo, com poucos centímetros, ligada à primeira porção do intestino grosso, no lado inferior direito do abdome. Quando o seu interior fica obstruído, bactérias se multiplicam e o órgão inflama e incha — é a apendicite aguda.

Essa inflamação tende a evoluir rápido. Em poucas horas, a pressão dentro do apêndice aumenta e, sem tratamento, o órgão pode se romper (perfurar). A ruptura espalha a infecção pela cavidade abdominal e pode causar complicações graves, como a peritonite. Por isso, a apendicite exige avaliação médica de urgência, e não deve ser tratada em casa.

Sintomas e sinais de urgência

O sintoma mais característico é a dor migratória: ela costuma começar de forma difusa perto do umbigo e, ao longo de algumas horas, se desloca e se concentra no lado direito inferior do abdome. Outros sinais frequentes incluem:

  • Dor que piora ao se mexer, andar, tossir ou respirar fundo
  • Febre baixa, que pode subir conforme a inflamação avança
  • Náusea e vômito
  • Perda de apetite
  • Barriga sensível e dolorida ao toque, especialmente quando se pressiona e solta rapidamente (dor à descompressão)
  • Alterações do funcionamento do intestino (prisão de ventre ou diarreia)

Procure atendimento de urgência imediatamente se a dor for intensa, contínua e progressiva, principalmente quando acompanhada de febre e vômitos. Em crianças, idosos e gestantes, os sinais podem ser menos típicos — na dúvida, busque avaliação médica sem demora.

Causas

A apendicite acontece quando o interior do apêndice é obstruído, favorecendo o crescimento de bactérias e a inflamação. As causas mais comuns são:

  • Fecalito: acúmulo de fezes endurecidas que bloqueia o apêndice
  • Infecções intestinais, que provocam inflamação local
  • Inchaço do tecido linfático dentro do apêndice, comum após infecções (como as respiratórias e intestinais)
  • Presença de parasitas ou corpos estranhos
  • Em casos raros, tumores que obstruem a passagem

Em muitos casos, não é possível identificar uma causa única. O importante é reconhecer os sintomas cedo e buscar avaliação.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da apendicite é, antes de tudo, clínico. No pronto-socorro, o médico avalia as características da dor, examina o abdome e verifica sinais como a dor à descompressão. Esse exame físico é essencial e orienta as próximas etapas.

Alguns exames complementares ajudam a confirmar a suspeita e a descartar outras causas:

  • Hemograma: pode mostrar aumento dos glóbulos brancos, indicando infecção ou inflamação.
  • Ultrassom de abdome: costuma ser a primeira linha de imagem, por não usar radiação. É especialmente útil em crianças, jovens e gestantes.
  • Tomografia de abdome: oferece alta precisão e é usada em casos selecionados, quando o quadro não está claro. Na Imag, a tomografia está disponível apenas na unidade de Vitória de Santo Antão (a unidade de Igarassu não realiza tomografia).

É importante entender que a avaliação de urgência da apendicite é feita em pronto-socorro, onde há estrutura para observar a evolução e decidir rapidamente. Na Imag, o ultrassom de abdome está disponível nas duas unidades e pode apoiar a investigação, mas a interpretação de qualquer exame e a definição do tratamento são sempre do médico.

Tratamento

O tratamento da apendicite é definido pelo médico e, na maioria dos casos, é cirúrgico: a retirada do apêndice, chamada de apendicectomia. A cirurgia costuma ser feita o mais cedo possível para reduzir o risco de ruptura, e pode ser realizada por videolaparoscopia (cortes pequenos) ou pela técnica aberta, conforme a avaliação da equipe.

Em situações específicas, o médico pode considerar o uso de antibióticos como parte do tratamento. Essa decisão é individual e depende de cada caso — não existe conduta única que sirva para todos. Por isso, o passo mais importante diante da suspeita de apendicite é chegar rápido ao atendimento médico, para que a melhor conduta seja definida a tempo.

Quando procurar atendimento de urgência

Procure um pronto-socorro imediatamente se você ou alguém próximo apresentar:

  • Dor abdominal forte e progressiva, principalmente se migrou para o lado direito inferior da barriga
  • Dor que piora ao se mover, tossir ou respirar fundo
  • Dor acompanhada de febre, náusea, vômito ou barriga rígida

Enquanto isso, não tome analgésicos, laxantes ou antibióticos por conta própria e evite comer ou beber até ser avaliado — esses cuidados ajudam a não mascarar o quadro e a não atrasar o tratamento. A apendicite pode evoluir rápido, e o atendimento precoce faz toda a diferença. Na dúvida, busque emergência: é sempre mais seguro ser avaliado.

Perguntas frequentes

Quais os sintomas de apendicite?

O sintoma mais típico é uma dor que começa perto do umbigo e migra para o lado direito inferior da barriga, piorando ao se mexer. Costuma vir com febre baixa, náusea, vômito e perda de apetite. Como a apendicite é uma emergência, diante desses sinais procure atendimento de urgência imediatamente.

Que exame detecta apendicite?

O diagnóstico é principalmente clínico, feito pelo médico ao avaliar a dor e examinar o abdome. O hemograma ajuda a identificar sinais de infecção, e exames de imagem apoiam a investigação: o ultrassom de abdome é a primeira linha (sem radiação) e a tomografia é usada em casos selecionados. Nenhum exame substitui a avaliação médica de urgência no pronto-socorro.

Apendicite é emergência?

Sim. A apendicite é uma emergência médica, porque pode evoluir rápido e o apêndice pode se romper. Diante de dor abdominal forte e progressiva, especialmente no lado direito inferior, procure atendimento de urgência imediatamente e não use analgésicos ou laxantes por conta própria.

Posso tomar remédio para dor enquanto espero?

Não é recomendado tomar analgésicos, laxantes ou antibióticos por conta própria. Eles podem mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico, aumentando o risco de complicações. O mais seguro é procurar um pronto-socorro o quanto antes e deixar que o médico avalie e defina a conduta.

A apendicite sempre precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico, com a retirada do apêndice (apendicectomia). Em situações específicas, o médico pode considerar o uso de antibióticos. Essa decisão é sempre individual e depende da avaliação médica de cada caso.

Onde faço ultrassom de abdome na Imag?

O ultrassom de abdome está disponível nas duas unidades da Imag, em Vitória de Santo Antão e em Igarassu. A tomografia, usada em casos selecionados, está disponível apenas na unidade de Vitória de Santo Antão. Lembrando que, na suspeita de apendicite, a avaliação de urgência deve ser feita em pronto-socorro.

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Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.